Abandone sua dor

Chega um momento em que você precisa parar. Abandone sua dor, a perda que você carrega por tanto tempo. Solte.

Estar solteiro no final dos vinte anos parece uma promessa não cumprida, uma dor que não pode ser curada, um vazio que não será preenchido. Não é tanto um desespero, mas um anseio por algo que está faltando – mesmo que você não saiba o que é. É aquele algo indescritível logo ali na esquina, se ao menos você pudesse entendê-lo.

Estar solteiro na casa dos trinta é uma perda. É um sonho que escapou de suas mãos, se espatifando no chão. Os cacos doem, eles cortam você de um milhão de maneiras enquanto você tenta pegá-los, se levantar, de onde você pensava que estaria agora.

E talvez o que você precise neste momento da sua vida seja chorar por essa perda, pelos que poderiam ser, pelos que deveriam ter e pelo que aconteceria. Afinal, é a perda de uma vida que você queria mas não tem. Não é uma perda tangível, não é algo que você possa explicar prontamente, como uma separação, morte ou divórcio. Não houve ganho real, nenhuma perda real, mas é uma perda mesmo assim.

Você precisa superar o pensamento de que Deus não te ama o suficiente para lhe dar um marido, talvez pensar que Deus te ama o suficiente para não te dar um marido. Que o amor Dele é grande o suficiente, grande o suficiente para satisfazê-lo e cobrir todas as suas necessidades, quer Ele lhe dê um parceiro ou não.

Então, sofra. Em seguida, limpe o rosto e se levante novamente.